Produção: Vibeke Windelov / Fotografia: Anthony Dod Mantle /
Direção de Arte: Peter Grant / Figurino: Manon Rasmussen
Claude Lévi- Strauss . Tristes trópicos. Portugal Editores, s.d., p.250 (1955)
“A distribuição circular das palhoças em torno da casa dos homens é de tal importância, no que diz respeito à vida social e à prática do culto, que os missionários salesianos da região do rio das Garças rapidamente descobriram que a maneira mais segura de converter os Bororo consistia em obrigá-los a abandonar suas aldeias, trocando-as por outra, onde as casas são dispostas em filas paralelas. Desorientados relativamente aos pontos cardeais, privados da planta que fornece um argumento para o seu saber, os indígenas perdem rapidamente o sentido das tradições, como se os seus sistemas social e religioso fossem muito complicados para passarem sem o esquema, tornado patente pela planta da aldeia e cujos contornos são perpetuamente refrescados pelos seus gestos cotidianos.”
“A distribuição circular das palhoças em torno da casa dos homens é de tal importância, no que diz respeito à vida social e à prática do culto, que os missionários salesianos da região do rio das Garças rapidamente descobriram que a maneira mais segura de converter os Bororo consistia em obrigá-los a abandonar suas aldeias, trocando-as por outra, onde as casas são dispostas em filas paralelas. Desorientados relativamente aos pontos cardeais, privados da planta que fornece um argumento para o seu saber, os indígenas perdem rapidamente o sentido das tradições, como se os seus sistemas social e religioso fossem muito complicados para passarem sem o esquema, tornado patente pela planta da aldeia e cujos contornos são perpetuamente refrescados pelos seus gestos cotidianos.”
