nome em homenagem ao conto Desenredo de Guimarães Rosa e
os tempos se seguem e parafraseiam ...

Yufon e as Maizenas


admiração ... Christine Yufon e suas esculturas de vestir

"quando as pessoas não entendem minhas esculturas, não veem o que tento dizer, eu digo:você nunca se apaixou por ninguém!"
"minhas obras estão interminadas ... Para sempre"
"não existe mulher feia. A mulher émuito mais do que um conjunto harmônico.Tras dentro de si uma sensibilidade complexa que deve ser explorada.Mãe, amante, filha, ela abarca todas as forças do mundo."

e a preferida:
"eu visto isso aqui, dois pedaços de graveto e um barbante,e me chamam de maluca. O que há de doido nisso"

achei estas frases em um daqueles recortes de revista que a gente esconde no armário e Yofon gritou-me após me chamarem de maluca na rua por uma frase, enrolada em embalagem e pendurada como broche.

Conexão (movimento musical da Vivo, ou para quem ainda está vivo) acontecendo em BH; eu procurando comidinhas vegetarianas, implorando por elas e um mocinho me olhando. Encenação dramática: será que vive o mesmo problema que eu? procurei mancha de molho na roupa mas lembrei que ainda não tinha comido. Ele diz ao amigo: "ela é maluca" ..normalmente agradeço e acho que é um elogio mas desta vez me causou impacto, afinal, tinha fome e ter fome é ato inato, que rouba pensamento. Ele se aproximou e começou a ler meu broche em voz alta:

LIBERDADE AOS INDIOS DA MAIZENA!!!!

levantei os braços e disse: VIVA!

ele riu .. e assim saiu. Eu esqueci que queria comer (por pouco tempo) afinal, me alimentei de risadas.